Saiba como se fazem
os objectos de
ourivesaria, do mais
puro artesanato à
alta tecnologia.
Um dos aspectos que consideramos fundamental nas artes decorativas é a imagem. Se no jornalismo a máxima de que uma boa imagem vale por mil palavras, na arte então vale
por um milhão. Acontece que os direitos de autor cobrados pelas imagens, principalmente pelas peças que estão em museus, estão a inviabilizar ao surgimento de novos e
melhores livros sobre arte, e se formos aos sites dos museus, com maior incidência no caso português, vemos que as poucas imagens fornecidas são de muito baixa qualidade,
não há fotos de pormenores e ninguém sabe o que está nas reservas. Pode ser uma forma de só quem trabalha a nível directivo nos museus poder editar livros, mas não foi
certamente com esse objectivo que muitos dos colecionadores doaram as suas obras, sendo que a maioria das outras foram adquiridas com o
nosso dinheiro.
Resta assim a consulta aos sites das leiloeiras, bem como de muitos antiquários, como forma de estudar e comparar peças. Só que a recolha de fotos está cada vez mais dificultada
e exige um esforço de  tempo e paciência enormes.  Esse esforço tem feito com que este site esteja bastante desactualizado, mas a médio prazo os resultados de todo este
trabalho virão a público, até lá as novidades virão de forma irregular e em menor quantidade do que desejamos, mas não estamos inactivos, bem pelo contrário.

Henrique Braga & Sofia Ruival




OURIVESARIA PORTUGUESA
WWW.OURIVESARIAPORTUGUESA.INFO
Um esqueleto em leilão...
e outro que sai de um armário
do Louvre...
Faça click na foto e descubra o que
muito um esqueleto tem para
contar...
Glossário dos Termos Técnicos
relacionados com a Ourivesaria
Continuação das notícias
Index 1
O primeiro numero da revista Ourivesaria Portuguesa foi um êxito, tanto em termos de leitores online
como em downloads. Tinhamos prometido um novo Nº para finais de dezembro, mas tem sido de todo
impossível finalizar a revista com a qualidade que queremos. A incompatibilidade entre os programas e
os sistemas operativos tem sido o nosso maior entrave, inclusive para actualização deste site, estamos
esperançados que com o Windows 10, a lançar em julho, consigamos ultrapassar todos estes entraves.

Tanto a revista como o site são complementares um do outro, sendo que a vantagem do site é poder ser
actualizado ou modificado. Vem isto a propósito da actualização que fizemos ao artigo "Boston, we have a
problem...". No final apontávamos algumas pistas para quem produziu as várias falsificações que existem
dos candelabros da Baixela Germain. Sabiamos que a Joalharia Mergulhão tinha mandado fazer, e
vendia ao público, reproduções de peças da dita baixela, nomeadamente as do Museu Nacional de Arte
Antiga, que era a entidade que tinha dado autorização a essas reproduções. Só que o Museu é mero
depositário de parte da Baixela, que é pertença do Estado, única entidade que poderia dar essa
autorização.

Restava saber qual o ourives que tinha executado essas cópias. Finalmente conseguimos as provas tão
desejadas, pelo que recomendamos a leitura da parte final do artigo, agora actualizado.
Candelabros B
Em 2012 foram propostos para leilão dois pares de candelabros de quatro lumes franceses, por pessoas
distintas, em que ambos apresentavam marcas do ourives  Edme Pierre Balzac, com marcas de Paris do ano
de 1745-46.  A primeira impressão é que havia algo que não batia certo. A base de dados de ourives que
estamos a fazer já incluía o ourives Pierre Balzac e dela não constava nenhum candelabro, mas somente
castiçais e com decoração não tanto rocaille – na Cabral Moncada tinha ido a leilão um par sem qualquer
trabalho de cinzel – enquanto estes dois pares apontavam para um trabalho mais no estilo de François Thomas
Germain.
Como temos a sorte de possuir em Portugal a extraordinária baixela Germain, a primeira etapa foi confrontar os
candelabros agora oferecidos com os existentes tanto no Palácio Nacional da Ajuda, como no Museu Nacional
de Arte Antiga. Uma sucessão de surpresas iria começar…
Candelabros "B", o segundo par proposto para leilão em
2012, exatamente iguais aos que tinham sido oferecidos
uns meses antes, só com ligeira diferença nos pesos.
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